Faz mais de 11 anos que as vendas diretas vêm apresentando crescimento acima da maioria dos outros segmentos da economia. De acordo com a ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas), em 2010, o volume de negócios das vendas diretas somou R$ 26 bilhões, índice 17,2% superior ao obtido em 2009. Já no primeiro trimestre de 2011, o volume nominal das vendas foi de R$ 5,8 bilhões, resultado 8,9% maior do que o registrado em igual período de 2010.
Responsável por gerar rendimentos para mais de 2,67 milhões de pessoas em todas as regiões do País, o setor deve continuar crescendo, pelo menos dois dígitos na projeção da associação, e apresentando atrativas oportunidades de carreira ou complementação de renda para muito mais gente, até para quem pensa não ter vocação para o negócio.
O início das atividades no setor é descomplicado, já que as empresas oferecem treinamento, explica Paulo Quaglia, presidente-executivo da ABEVD. Ele conta que o interessado precisa estar disposto a dominar as funcionalidades dos produtos e, claro, ouvir os clientes. “É nesse momento que se encontram oportunidades para potencializar as vendas. Às vezes, numa rápida conversa durante a venda, você pode antever outros anseios do consumidor.”
Quaglia revela que o investimento inicial também pode ser variável. “É possível dar o primeiro com uma quantia bastante acessível, algo em torno de R$ 100, dependendo da área escolhida pelo candidato. A média de lucratividade costuma ser de 30%. Ou seja, a cada 10 reais vendidos, o vendedor arrecada R$ 3”, detalha.
Para Andres Postigo, diretor da Wow Viagens – empresa que atua no segmento de venda direta de pacotes turísticos –, o segmento pode representar a redenção para os “injustiçados” pela saturação e canibalização do mercado de trabalho, inclusive para profissionais que ocupavam cargos de alto escalão.
“A opção pela venda direta pode começar até como uma alternativa para o incremento da renda, mas, em alguns casos, a área acaba se mostrando mais promissora e rentável do que a própria carreira formal. Inclusive para altos executivos”, relata Andres, que diz conhecer inúmeros casos de profissionais que largaram altos cargos e mergulharam no setor.
fonte: http://www.abevd.org.br